Como implementar uma eficiente cibersegurança no setor farmacêutico

Nos últimos anos, manter a cibersegurança no setor farmacêutico tem sido um desafio para os profissionais de TI, especialmente à medida que a digitalização e a interconexão aumentam em um segmento que trabalha com dados sensíveis e críticos.

O setor farmacêutico lida com informações extremamente sensíveis, incluindo dados de pesquisa e desenvolvimento (P&D), dados de ensaios clínicos e informações pessoais de pacientes. A proteção dessas informações não é apenas uma questão de conformidade regulatória, mas também de responsabilidade ética e proteção de propriedade intelectual.

No entanto, a cibersegurança no setor farmacêutico não está ligada apenas a um impacto financeiro ou de propriedade intelectual, mas também a um impacto comunitário. Trilhões de produtos (incluindo medicamentos e vacinas) são entregues a hospitais e ao mercado global anualmente para dar suporte à população.

Ao pensar no amplo consumo desses produtos, nossas vidas diárias dependem da missão das empresas de ciências biológicas de garantir a confiabilidade do fornecimento e a qualidade do produto.

Dados valiosos estão na mira de hackers

A cibersegurança é um aspecto fundamental para a área de Tecnologia Operacional (TO) no setor farmacêutico, uma vez que essa indústria lida com dados sensíveis, tanto de pesquisas, produtos quanto de pacientes.

Os sistemas de TO são geralmente conectados em rede integrando diversas áreas da produção e corporativas, além de fornecer acesso a parceiros. Qualquer vulnerabilidade em algum ponto dessa cadeia pode colocar em risco não apenas as informações confidenciais, mas, também, a integridade dos produtos e a segurança dos pacientes.

No setor operacional, a cibersegurança é vital para proteger os processos de fabricação e distribuição. Sistemas de controle industrial, que gerenciam e monitoram equipamentos e operações, podem ser alvos atrativos para ataques cibernéticos. Se um sistema de controle for comprometido, isso pode levar à produção de medicamentos defeituosos, interrupções na cadeia de suprimentos ou até colocar em risco a saúde pública. Assim, garantir a segurança desses sistemas é crucial não apenas para a eficiência operacional, mas também para a segurança dos pacientes.

Cibersegurança no setor farmacêutico suporta área de P&D

A área de P&D é o coração da indústria farmacêutica. Empresas investem bilhões de dólares em novos medicamentos e tratamentos. A exposição desses dados a ameaças cibernéticas pode resultar em perda de vantagem competitiva, além de impactos financeiros severos. Profissionais de TI devem garantir que todas as informações de P&D estejam protegidas por medidas de segurança robustas, como criptografia avançada e controle de acesso baseado em identidade.

Especialistas da nossa parceira Rockwell Automation destacam que muitas empresas farmacêuticas estão sob pressão para reduzir custos, se adaptar às demandas do mercado e aumentar a qualidade de seus produtos. Isso está levando a uma adoção acelerada de tecnologias digitais, sistemas mais interconectados e processos de fabricação altamente automatizados para atender às iniciativas de negócios em torno de recursos de fabricação ágil e conformidade de dados mais forte.

No entanto, essas iniciativas de transformação digital estão adicionando mais complexidade à equação de risco de segurança ao expandir a superfície de ataque para agentes de ameaças que tenham como alvo sistemas de missão crítica.

Outro desafio é que as empresas farmacêuticas frequentemente utilizam uma variedade de sistemas, desde plataformas de gestão de dados clínicos até softwares de controle de produção. A integração dessas plataformas pode criar vulnerabilidades, especialmente se não forem devidamente gerenciadas.

Pesquisa da Cisco, que também é nossa parceira, aponta que o aumento do trabalho remoto, que começou no período da pandemia, também expôs mais vulnerabilidades de segurança cibernética. Com funcionários se conectando remotamente a sistemas corporativos, 54% dos líderes de TI disseram que o acesso seguro é seu maior desafio de segurança cibernética, enquanto dispositivos pessoais (55%) e computadores de escritório (48%) representaram um desafio para eles protegerem.

Dos entrevistados, 88% dos que fazem parte de organizações nos setores de saúde e farmacêutico disseram que a segurança cibernética agora é extremamente importante ou mais importante do que antes da pandemia. Sessenta e sete por cento dos entrevistados também planejam aumentar seu investimento futuro em segurança cibernética.

A estratégia de resiliência de cibersegurança no setor farmacêutico

Hoje, as plataformas digitais que conectam funções de negócios e de pesquisas podem ser regionais, nacionais ou globais. E quando tudo está aberto, distribuído e conectado, a segurança e a resiliência exigem mais do que as abordagens anteriores de cibersegurança no setor farmacêutico ofereciam.

As organizações devem fazer a transição para uma nova estratégia de segurança de resiliência de segurança que se concentre na detecção, resposta e recuperação, com um plano que considere o que está conectado e em que contexto.

Segundo o estudo “Ameaças cibernéticas no setor farmacêutico 2023”, da consultoria PwC, o que está em jogo são as pesquisas sobre tratamentos que salvam vidas, inovação de ponta e propriedade intelectual. Com a pandemia da covid-19, o setor assumiu um importante papel na resposta à doença, e cibercriminosos aproveitaram o momento para realizar atividades de espionagem.

Naquele contexto, a dependência de fornecedores terceirizados aumentou, assim como a digitalização, adoção de tecnologias de IoT e transição para ambientes híbridos e multicloud. Essa evolução gerou novos desafios para a cibersegurança no setor farmacêutico, com ataques à cadeia de suprimentos, violação de terceiros e configurações incorretas que poderiam levar a vazamentos de dados.

Por isso, segundo especialistas da Cisco, ao definir metas de segurança cibernética para a organização, esses são alguns pontos que devem ser considerados pelos CIOs:

  1. Você está criando uma cultura de segurança cibernética?
  2. Sua organização é segura ou você acha que é muito complexa para ser protegida, devido a parceiros de negócios, atividades recentes de fusões e aquisições, integração vertical ou outros cenários complicados?
  3. Você está protegendo sua organização contra os riscos mais importantes para o negócio? Em outras palavras, sua estratégia cibernética está alinhada com sua estratégia de negócios?
  4. Você tem visibilidade em tempo real de dispositivos, aplicativos e usuários acessando sua rede e dados de operação e de P&D?
  5. Você está olhando para a frente o suficiente para entender como os investimentos em tecnologia de hoje terão implicações na segurança cibernética no futuro?

 

Estratégias para fortalecer a cibersegurança no setor farmacêutico

E quais são as principais estratégias que vão garantir a resiliência das suas políticas de segurança?

Realizar avaliações de risco

Uma avaliação de risco abrangente deve ser a primeira etapa em qualquer estratégia de cibersegurança. Profissionais de TI devem identificar ativos críticos, vulnerabilidades e potenciais ameaças. Isso permitirá a criação de um plano de segurança mais eficaz, baseado nas necessidades específicas da organização.

Implementar controles de acesso rigorosos

O controle de acesso deve ser baseado no princípio do menor privilégio, onde os funcionários têm acesso apenas às informações necessárias para desempenhar suas funções. Isso minimiza o risco de acesso não autorizado a dados sensíveis. Além disso, o uso de autenticação multifator pode aumentar significativamente a segurança.

Monitoramento contínuo

A implementação de sistemas de monitoramento contínuo pode ajudar a detectar atividades suspeitas em tempo real. Ferramentas de detecção de intrusões e sistemas de gestão de eventos de segurança (SIEM) podem ser extremamente úteis para identificar e responder rapidamente a incidentes de segurança.

Planos de resposta a incidentes

Ter um plano de resposta a incidentes bem elaborado é essencial para minimizar os danos em caso de uma violação de segurança. O plano deve incluir procedimentos claros sobre como responder a diferentes tipos de incidentes, bem como a comunicação interna e externa durante um evento de segurança.

Colaboração com a cadeia de suprimentos

A cibersegurança não deve ser vista apenas como uma responsabilidade interna. As empresas farmacêuticas trabalham frequentemente com uma grande rede de fornecedores e parceiros. Garantir que esses parceiros estão em conformidade com os padrões de segurança pode ajudar a proteger a cadeia de suprimentos e evitar vulnerabilidades externas.

A segurança cibernética no setor farmacêutico é um desafio complexo, mas absolutamente essencial. Ao adotar uma abordagem proativa e abrangente para a cibersegurança, as empresas podem não apenas proteger suas operações, mas também fortalecer a confiança de pacientes, agências reguladoras e parceiros comerciais.

Entre em contato com a EDGE Brasil e vamos juntos elaborar uma eficiente estratégia de cibersegurança no setor farmacêutico.

 

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